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Sr. Carteiro: caixa misteriosa da Lalabug Designs


No dia 30 de maio de 2018, uma pequena caixa chegou aqui em casa depois de ficar cinco meses passeando por aí — muito obrigada por trazê-la para mim, Sr. Carteiro — Era uma caixinha que eu havia ganhado em um sorteio em que a Rena, artista canadense criadora da Lalabug Designs, fez em novembro do ano retrasado. O prêmio principal do sorteio, um chapéu customizado, era um antigo e grande sonho meu, mas também haviam prêmios secundários que eram quase tão empolgantes quanto: as caixas misteriosas. 

um pouco sobre a lalabug designs 


Lembro do momento em que acabei encontrando por acaso a fotografia de uma menininha com as roupas que pareciam terem saído de um livro de contos de fadas e com as perninhas sujas de lama como se tivesse ido em uma aventura em um mundo distante. Nesse momento em que meu coração se encheu de amor, ao mesmo tempo que meus olhinhos brilhavam ao apreciar cada detalhe da cena. Foi assim que descobri os chapéus da Lalabug, através dessa linda foto com essa pequenina fada aventureira, usando a roupinha encantada, que parece ser um flower fairy da Cicely Mary Barker.


fotografias pela Jenn

A Rena encontrou uma porta mágica ao começar a explorar as possibilidades com lã e outras fibras, foi com esse material que ela se apaixonou e deixou a sua criatividade fluir, criando assim a Lalabug Designs e os seus lindos chapéus e outras peças feitas de lã à mão. Suas criações parecem terem saído de um conto de fadas, seus chapéus carregam e contam histórias de um jeitinho único, trazendo cor e magia para o mundo. Ah! Seus chapéus não são só para os pequenos, não! Atualmente a Rena está focando em fazer mais chapéus para adultos que ainda possuem os seus espíritos de criança.






As minhas criações preferidas dela são as acima, cada um desses chapéus para mim possui a essência das estações, então eu escolhi um para cada: primavera, outono, verão e inverno. Consigo me imaginar usando o chapéu de flor e ao fechar os olhos, imagino borboletas, joaninhas e abelhinhas felizes ao meu redor. Me vejo usando o chapéu de bolota de carvalho enquanto exploro os caminhos enfeitados por folhas caídas, iria me sentir preciosa como este tesouro do outono tão querido por mim e adorada pelos esquilinhos. O de inverno para me camuflar em uma floresta branquinha coberta pela neve enquanto eu me mantenho aquecida pela lã e me sinto mágica como uma flor de snowdrop. O de verão, para me sentir como uma elfa entre as folhas verdes e leves da estação...



Posso nunca ter achado um trevo de quatro folhas, mas me sinto tão sortuda por ter encontrado por acaso o trabalho da Rena e mais sortuda ainda por anos depois ter tido um papelzinho com o meu nome escrito tirado pela fofa da Isla, sua filha mais velha, de dentro de um chapéu lindo (foi assim como ela sorteou os nomes, tão divertido!) que ela criou com suas mãos, foi um momento tão surreal que quase fiquei sem acreditar.

Curiosidade fofa: A Lalabug designs tem esse nome fofo e peculiar em homenagem as filhinhas da Rena, cujo os apelidos Lala e Bug juntos formaram esse nome lindinho e gracioso. 

a caixa misteriosa do sorteio 




A caixinha veio toda lindinha assim para mim. Em cima de tudo havia um papel de embrulho que escondia um cartão com a arte da Lalabug e um bilhetinho fofo escrito  pela Rena. Dava para ver que ela montou a caixa com carinho e atenção e eu me senti tão especial e sortuda quando a abri!  

Em uma caminha de musgo estavam dormindo dois pacotinhos brancos, uma lavanda preservada (Lavandula Angustifolia) que fez meu coração dar ainda mais alguns pulos de alegria, um cristal branco e um "Poppy Straw" que é a cabeça de uma flor conhecida por aqui como Papoila-dormideira. 




A lavanda em si já era um presente enorme para mim. Fiquei tão, mas tão contente em poder sentir o cheirinho e contemplar a beleza de uma lavanda-inglesa! São as minhas lavandas preferidas (mas todos os tipos de lavanda possuem um espaço no meu coração), porém eu ainda não havia tido a sorte de ver uma pessoalmente e agora possuo essa linda lavandinha para enfeitar a minha vida. O musgo também me deixou contente, pois já consigo imaginar alguns de seus pedaços enfeitando uma pequena parte do meu ninho. 



O bilhetinho de agradecimento escrito à mão fez um sorriso brotar em meu rosto. Vou guardá-lo para sempre lembrar de deixar as palavras de amor que transbordam de mim quando eu vejo algo que me faz sorrir ou que toca o meu coração, seja uma ilustração de uma artista que admiro, ou uma foto de alguém que coloriu o meu dia. É tão bom relembrar que as minhas singelas palavrinhas podem motivar alguém a continuar a fazer aquilo que ama, saber que um gesto tão simples pode deixar o dia de alguém feliz e florido me deixa ainda mais animada para continuar as semeando por aí.


 os pacotinhos 


Foi tão divertido decidir qual pacotinho eu iria abrir primeiro. 

Estava ansiosa para ver o que haveria dentro de ambos, qual surpresa eles estariam guardando à sete chaves? 


Escolhi abrir o mais fino primeiro e, para a minha felicidade, dentro havia... 


Lã!  Lã de ovelha merino, uma lã tão macia e cheia de propriedades interessantes. Sendo o seu material principal, a Rena adquire a lã de uma fazenda do Canadá que praticamo cultivo desses animaizinhos de forma humanitária e consciente. Imagino as ovelhinhas vivendo soltas e livres ao redor de muito verde e sendo cuidadas com carinho e amor por uma família, nada de dor e sofrimento. A lã é tão macia e confortável que eu fico com muita vontade de poder abraçar uma ovelhinha um dia (aliás, ovelhas são um dos meus animais preferidos. hihi)



Não só lã, mas um mini kit para fazer a minha própria amanita muscaria, esse cogumelinho vermelhinho dos adesivos ao lado (que ainda estão na fase jovem) e que mais parecem ser chapéus de gnomos para os meus olhinhos. Fiquei tão, tão contente!! Acho que já falei por aqui o quanto amo cogumelos e que encontrá-los depois de dias chuvosos me deixa com o coração cheio de felicidade. Acho-os tão curiosos, adoro observar os detalhezinhos que cada um possui e a mágia que carrega consigo. Ainda não tive a sorte de encontrar uma amanita muscaria, mas quem sabe um dia?



Eu só gostaria de ser miúda o bastante para me afofar nessa lã e fazer minha própria caminha para eu tirar uma soneca. 
É tão macia e suave! Fico com soninho só de imaginar como seria aconchegante me deitar aí. 


 Werifesteria 



Dentro do segundo pacotinho havia algo que parece ter saído diretamente de uma floresta encantada e talvez tenha mesmo, pois o nome dado pela Rena (Werifesteria) significa to wander longingly through the forest in search of mystery!  Parece uma luva (aliás, daria uma luva incrível e quentinha se fosse!), mas é um cuff. Não sei como traduzir esste item para o português, mas sabem aqueles braceletes de couro da era medieval ou o de metal da mulher-maravilha? Bem, é isso. Só que nesse caso não é para o pulso e pode ser usado no tornozelo que é onde eu irei pôr futuramente quando for andar perto das árvores e me sentir como uma criatura da floresta.   




 Amei o fato de ter cogumelos crescendo nele e ter esse lacinho tão delicado ✧ 




Espero um dia poder realizar o meu sonho de ter um, ou quem sabe dois ou três, chapéus feitos pela talentosa Rena Hood e compartilhar aqui cada detalhe e várias fotos desse tesouro. Às vezes fico imaginando como seria o meu chapéu... talvez seria uma chapéu de bolota de carvalho para eu me sentir como esse tesourinho do outono, ou então um chapéu de flor para eu brincar de esconde-esconde em um campo florido e me tornar uma flower fairie, ou talvez um hood de elfo para eu me sentir como um ser etéreo ou quem sabe um chapéu de bruxa para eu virar uma guardiã da floresta?  Acho que eu demoraria uma eternidade para decidir!



Ps.: esse post estava em rascunho desde abril do ano passado (finalmente tirei a poeira dele e terminei de escrevê-lo, ufa!). O próximo Sr. Carteiro será sobre uma cartinha muito linda e querida que eu recebi há algum tempinho. Estou tentando atualizar essa categoria, pois tenho muita coisa para mostrar por aqui. hihi 



Obrigada por lerem até aqui! 

Muito obrigada por todos os comentários fofos no post passado, eles me fizeram sorrir e eu já respondi todos 



O Guarda-roupa: um floco de neve no inverno


Depois de tanto tempo sem trazer um post para esta categoria querida do blog, parece até que não gosto de partilhar pedaços do meu guarda-roupa por aqui, o que está longe de ser verdade. O que acontece é que tudo continua basicamente o mesmo desde 2014, sem muitas mudanças e sem as minhas sonhadas roupas com tecidos de algodão com poá, estampas florais e de animais, renda plumeti, gola peter pan e minhas cores preferidas, mas estou mudando isso aos poucos...

Porém, como eu acabei querendo ter algumas fotografias minhas em um dia de inverno numa cidade na qual meus pés nunca andaram antes, para guardar de lembrança e também para perder um pouco da vergonha de ficar na frente da câmera, eu decidi compilar tudo em um post e cá estou com muitas palavras, algumas historinhas e várias fotografias. Então sintam-se livres para entrarem no Guarda-roupa e tomem cuidado com a feiticeira branca!

um buquê de dentes-de-leões para todos os pedidos do seu coração

As fotografias foram tiradas no jardim botânico de Curitiba, no primeiro dia em que fomos lá na nossa viagem de julho no ano passado (vai ter post futuramente sobre lá!) Fomos em julho durante o inverno e apesar no que diz no título, não nevou no dia, pois o floco  neve que estou me referindo não é um tesourinho gelado desta estação, pois estes ainda não tive a chance de apreciar... mas sonho em poder um dia! Imagino como deva ser contemplar um jardim ou uma floresta branquinha, flocos caindo como se fosse pingos de chuva aveludados, ah! 

Na verdade, o floco de neve a qual me refiro no título sou eu, pois quando fui juntar as fotos para fazer o post, percebi que eu estava toda de branco e lembrei de como minha mãe às vezes me chama de floco de neve para se referir à minha pele branquinha e dizer o quanto sou delicada aos olhos dela. Eu já amava flocos de neve antes, porém depois que ela começou a me chamar assim, eles acabaram ganhando um espaço ainda maior no meu coração graças a minha mamãe fofa me deu de presente um significado a mais para estes floquinhos.





Mas para alguém que ama muito as cores, estava tudo branquinho demais para mim! Queria ter conseguido trazer um pouco de cor ao usar um casaquinho verde menta ou uma meia calça estampadas, porém não achei nada do tipo.  Roupas de outono e inverno são inexistentes no meu guarda-roupa, visto que quando nos mudamos do Rio, nós não trouxemos nenhuma das nossas roupas de frio conosco já que não teríamos essas duas estações amadas aqui. Acabou que nem sei qual foi a última vez que usei um casaquinho pra sair de casa, pois até quando está chovendo o dia inteiro  por aqui, ainda não está friozinho...


Então quando soube que íamos viajar, procurei por vários brechós em Curitiba para tentar encontrar algumas peças de roupas quentinhas como  um suéter ou cardigã de lã ou algodão fofinho e para minha felicidade, a cidade é tão cheia de brechós que minha lista com nomes e endereços ficou enorme! Infelizmente depois de ir em mais de 17 brechós eu não encontrei nada que fosse do meu agrado, mas ir em brechós é assim, uma constante caça ao tesouro, pois em algum momento e dia aleatório você pode encontrar algo e se apaixonar.







Falando em encontrar um tesouro em algum momento aleatório, este passarinho fofo (será que é um Rufous Hornero?) apareceu na grama do lado onde eu estava e foi uma surpresa tão agradável! Fiquei tão contente ao vê-lo e ainda consegui fotografá-lo de pertinho  




 



Mesmo estando tudo branquinho demais para o meu gosto, consegui trazer um pouco de cor com a minha amada e antiguinha scarf bege que possui esses cervos (ou será que são caxines?) bebês usando um cachecol menta. A estampa perfeita para uma echarpe e essa é uma das minhas preferidas!  Só quando viajo que posso usá-la, mas até no guarda-roupa ela fica uma gracinha.












Por baixo da scarf de cervos estava escondido um broche de madeira com uma nuvem e suas gotinhas de chuva que foi presentinho da Ju, da lolly in the sky junto com outros dois colares que mostrei mais de pertinho nessa postagem aqui. Eu amo esse broche, adoro o fato dele ser de madeira e todo redondinho, e ter a nuvem e cada gotinha esculpida nesse espaço tão pequenino!




Apesar de eu não estar usando nenhum casaquinho nas fotos para me aquecer  pois eu tirei o casaco do meu irmão que eu tinha pego emprestado  estava  um frio tão bom! Nesse dia eu anotei que fizeram 9 graus e eu fiquei tão, mas tão feliz por estar podendo sentir e apreciar um pouquinho do inverno. O dia estava nublado (e estou escrevendo esse post em um chuvoso, está um sonho!), mas pela manhã haviam alguns raios de sol sorrindo por trás das nuvens, já durante à tarde o sol já não estava mais visível, pois as  nuvens quiseram enchê-lo de abraços e acabaram o cobrindo por inteiro. 

Meu coração se enche de felicidade e gratidão quando viajamos em julho para os lugares frios do Brasil, pois amo o inverno tanto que nem cabe em mim todo esse amor. Sinto muita falta dessa estação tão querida e amada por mim, amo sentir o frio e pôr várias camadas de roupas para ficar tentar quentinha, amo quando há raios de sol para nos aquecer um pouquinho e  sinto falta de querer tomar chocolate quente para me aquecer ou uma sopinha, de sair na rua e pensar "nossa tava tão quentinho em casa", de ir na janela para ver o quão agasalhado todos estão lá fora e brincar de adivinhar quantos graus está fazendo, de me agasalhar e correr e ficar pulando para me aquecer...


les petits détails




Já escrevi várias vezes aqui no twee o quanto amo tranças e também já apareci por aqui de trancinhas algumas vezes e por mais que eu não faça tranças muito elaboradas (ainda tenho que aprender!), gosto da simplicidade também. Nesse dia eu separei uma pequena mecha no cabelo e trancei antes de sair de casa, não ficou perfeitinha mas gosto do bagunçado também, pois meu cabelo sempre vai ser um ninho de passarinho (quem sabe um dia algum venha a pousar em mim?

Além do broche de madeira e da scarf com estampa de cervos, trouxe mais um pouquinho de marrom com a minha bolsa preferida! A tenho desde 2015 e a carrego para todo o lugar desde então, pois amo todos os detalhes dela e a cor marrom caramelo que sempre combina com tudo. Digo que ela é a minha preferida, mas ela sempre foi a única bolsa/mochila no meu guarda-roupa, até que no início do ano passado eu comprei uma bolsa maiorzinha e com divisórias para carregar a câmera nova junto com as lentes, ainda tenho que mostrá-la por aqui! 




E por último, um detalhe pequenino mas tão precioso quanto! No meu pulso eu estava a usar essa chave com pingente de bolota de carvalho e fita de renda de algodão que ganhei no ano passado da Ju, da lolly in the sky, junto com outras lindezas em uma caixinha cheia de fofuras que eu mostrei nesse post aqui: Sr. Carteiro presentinhos da floresta. Eu amo muito essa chave e o fato dela ter um pingente com presentes do outono (as bolotas de carvalho) e a fita. Por mais que não seja de fato uma pulseira, amo usá-la como tal, pois sinto a todo instante que estou perto de encontrar uma porta escondida que dê para um lugar encantado. rs



Essa florzinha amarelinha já deve ter virado um lindo pompom (sim, é um dente-de-leão!) e suas sementes já devem ter dançado com o vento desde então...  Eu fiquei tão contente em ter encontrado esse lindo dente-de-leão florido, aliás, essa viagem inteira foi um sonho cheio de pompons para mim e eu tenho muitas fotos e histórias sobre esses tesouros para contar por aqui.  

O sapatinho que eu estava usando nas fotos é o cool vegano da Tutu na cor antique que  apareceu pela primeira vez no twee no "Sr. Carteiro: artes que encantam" quando  recebi a caixinha em 2016. Foi a única coisa que eu estava a usar nesse dia que não era branco e nem um tom de marrom! Junto com ele eu estava com minha meia branquinha com renda e uma meia calça bem grossa que eu comprei em curitiba mesmo. 


C'est tout! 

Este foi o primeiro guarda-roupa desse ano, espero que vocês tenham gostado da postagem!


Eu não tenho o costume de comprar roupas, pois é muito difícil encontrar peças que sejam do meu gosto e que me agradem, então acabam só me restando os brechós que visito apenas quando viajo que às vezes dou sorte, o enjoei que é um site de brechó online e minha amada máquina de costura que ganhei no meado do ano passado (falei sobre ela no post anterior) junto com minhas pastas de ideias e projetos. A propósito, um dos meus desejos para esse ano é começar a preencher os vazios do meu querido guarda-roupa com peças feitas por mim, mas isso vai demorar um pouquinho pois tenho que comprar tecido primeiro e tecido custa dinheiro... Mas até lá, vou continuar atualizando esta categoria, pois não quero deixar a poeira acumular novamente no meu guarda-roupa :)




Decidi que não iria começar  falando do meu sumiço repentino por aqui (mas agora que estamos no fim posso dizer algumas palavrinhas), pois não quero que vire costume eu aparecer com um post novo, dizendo o quanto estou feliz por estar de volta e como não pretendo desaparecer tão cedo e *boom*, acaba acontecendo tudo de novo...

A verdade é que por mais que eu me organize muito e ame escrever posts para o twee, eles levam muito tempo até ficarem prontos: em média levo de três a cinco dias para terminar uma única postagem. Além disso, meu notebook é bem lento, então cada mudança que eu faço demora para carregar. Às vezes acabo me ocupando e me dedicando à outras tarefas e quando vejo, já estou há dois meses sem aparecer por aqui. Mas agora que estamos em um ano novo, quero começar tentando atualizar melhor esse cantinho, já fiz listas de posts para cada categoria no twee e já estou com vários em rascunhos. Por favor, não desistam de mim pois acho que estou prestes a encontrar a fórmula secreta para eu conseguir manter o twee florido o ano inteiro     



Muito obrigada por terem lido até aqui! 

Os comentários passados me deixaram tão contente, obrigada por cada um deles, de verdade...